Porque é que há no mundo tantas igrejas Cristãs e seitas, que se desviam em maior ou menor grau do que ensina a Bíblia, em alguns casos negando mesmo completamente a verdade? Tal situação tem origem na ignorância e na decepção, e êste fenómeno continua a aumentar. Em face dêstes problemas, devemos expandir mais que nunca o nosso conhecimento da Palavra de Deus, de maneira a aprofundarmos a nossa compreenção espiritual, elevarmos o nível da nossa dedicação ao Senhor Jesus e aumentarmos a nossa vigilância contra a decepção de Satanás e dos seus falsos profetas. As falsificações da fé Cristã estão a proliferar nêstes tempos do fim, em preparação para a vinda do falso Cristo e do falso profeta, que vão enganar o mundo com as suas mentiras (Mateus 24:4-5; 2 Tessalonicenses 2:6-10; Apocalipse 13:11-14).
Embora a decepção espiritual tenha começado no Jardim do Éden, e tenha continuado através dos séculos, ela está agora a atingir as maiores proporções de toda a história da humanidade. É da maior importância que cada pessoa se esforce por não ser enganada, porque há muitos falsos profetas neste mundo (1 João 4:1).
Desde o princípio da era Cristã, muitas igrejas têm mostrado uma inabilidade fatal para distinguir entre a verdade da Palavra inspirada por Deus e as suas vis imitações (Galatas 1:6-8; 2 Coríntios 11:2-4). Na última escritura que acabamos de mencionar, torna-se evidente que há três maneiras principais de Satanás distorcer a verdade das Escrituras, enganar os Cristãos e levá-los a seguir o caminho errado. Estas perversões incluem pontos cruciais, que constituem o verdadeiro âmago da nossa fé, e têm por fim levar as pessoas a aceitar outro Jesus, outro espírito e outro evangelho.
O que segue, são sete das maneiras mais comuns em que a Pessoa, trabalho e imagem do Senhor Jesus são distorcidas, e nos apresentam um Cristo falso, incapaz de livrar os pecadores perdidos dos justos julgamentos do Deus santo:
Jesus, o professor humano. Nas seitas como as Testemunhas de Jeová e noutras religiões como o islamismo, a divindade de Jesus é negada. Apresentam n'O simplesmente como um profeta humano ou prendado professor, negando ao mesmo tempo explicitamente ser Êle o Filho de Deus (1 João 2:22-23). Em vários seminários teológicos, a divindadde e o nascimento virgem do Senhor Jesus, são também negados.
Jesus, o exemplo. A prègação em muitas das igrejas formais e espiritualmente mortas, apresenta muitas vezes a vida de Jesus meramente como um exemplo ideal que devemos seguir. Nesses sermões moralistas, não se faz qualquer referência à Sua morte substitutiva e ao sangue derramado, os únicos elementos que podem limpar do pecado. Em vez da necessidade do novo nascimento, são ensinadas virtudes Cristãs SEM o Cristo ressuscitado, que é a única pessoa que nos torna possível "caminhar em novidade de vida" (Romanos 6:4). As pessoas não são salvas com prègações moralistas desta natureza – são apenas emocional e intelectualmente motivadas.
Jesus, o dador das prendas. Muitas pessos são atraídas para Jesus porque pensam que podem receber d' Êle vários benefícios. Êle deve curá-los, abençoá-los, prosperá-los e prover a todas as suas necessidades materiais. Querem reinar como reis no Seu reino – agora.
Jesus, o libertador político. No Terceiro Mundo, Jesus é muitas vezes proclamado como um combatente pela liberdade e campião dos oprimidos. Êle veio para pôr em liberdade os presos políticos e para os fazer subir no nível socio-económico da existência. Êste Jesus apenas se preocupa com os seus problemas seculares. Êle não veio para os libertar do pecado, mas sim para os libertar dos governos que impedem o progresso político, social e económico. Êle abençoa-os na luta contra os opressores sem denunciar a sua conduta amoral, ou frizar a necessidade de se dedicarem a uma luta espiritual contra o verdadeiro opressor, Satanás.
Um Jesus que morreu no inferno. Uma outra distorção grave da obra redentora de Jesus, que goza de grande simpatia popular, é o ensino pelos prègadores da Palavra da Fé, que diz que a morte física de Jesus na cruz não é importante, porque Êle – de acôrdo com as suas teorias – morreu espiritualmente no inferno pelos pecados do mundo. Êles afirmam que a cruz é um simbolo de fraqueza, e um lugar de derrota.
Jesus, o pecador. O Jesus apresentado em muitos filmes de Hollyood, é um pecador caído, como qualquer outro ser humano que é controlado pelas paixões carnais. Êste retrato blasfêmo de Jesus, é o tema de filmes como Jesus Cristo Super-estrêla, A última tentação de Cristo e Jesus de Montereal. Neste último filme, o falso "Jesus" é ultrajantemente citado como tendo estado com outros jóvens num apartamento de Montereal, onde viveu com êles de maneira dissoluta e se excederam na bebida.
O Jesus cósmico. A campanha intensa para diminuir a Pessoa, carácter, trabalho e Nome de Jesus, tem por fim preparar o mundo para a vinda do Satânico falso Cristo do final dos tempos, o Anticristo. O próprio Jesus avisou-nos que o mundo havia de ser enganado por êste impostor e por outros que se haviam de fazer passar por Cristo (Mateus 24:4-5). O movimento Nova Era apresenta-nos um Jesus que é a personificação das esperanças messiânicas de todas as religiões do mundo. Êle é, portanto, o Cristo cósmico ou Cristo universal de todas as fés, que chefiará uma ierarquia espiritual que une, sintetiza e substitui assim todas as religiões da Terra.
A fôrça motivadora por tràs da vasta representação de outro Jesus, é outro espírito, que provém directamente do diabo, para levar as pessoas a viver sob o poder da ilusão. Por causa dêste grande e real perigo, somos avisados para não acreditarmos inocentemente todos os espíritos que operam através de falsos prègdores e dos chamados falsos profetas, mas antes, para verificarmos os espíritos (1 João 4:1,6). O espírito do êrro está ocupado em enganar as pessoas com sinais e maravilhas sensacionais (2 Tessalonicenses 2:9-12) preparando o mundo para a vinda do Cristo cósmico com o seu poder para fazer milagres (Apocalipse 13:12-14).
À medida que nos aproximamos dêste tempo de grande decepção, estão a aparecer em cena muitos profetas falsos, para enganar as pessoas com os seus poderes ocultos e sobrenaturais (Mateus 24:11,24). Isso levará a uma grande apostasia e afastamento da verdadeira fé Cristã, com a submissão a espíritos enganadores (1 Timóteo 4:1). O Movimento Nova Era e as religiões falsas a êle associadas, estão presentemente a focar a sua atenção sôbre a descoberta e utilização de poderes psíquicos operadores de cura, auto-cura e promoção de manifestações sobrenaturais. Mesmo em muitos encontros Cristãos são agora comuns fenómenos estranhos, como por exemplo "cair no espírito" e vários outros como rir, profetizar e dançar no espírito, que são atribuidos ao Espírito Santo. Muita gente aceita cegamente estes fenómenos, sem verificar os espíritos, apesar do perigo de imitações satânicas espúrias em tais manifestações.
A apresentção de outro Jesus, sob a motivação de outro espírito, só se pode conseguir na base teológica de outro evangelho (2 Coríntios 11:4). Lôbos na pele de cordeiros (2 Coríntios 11:13-15; 2 Timóteo 4:3-4; Actos 20:29-30) estão a proclamar evangelhos falsos, como segue:
Formalismo morto. Um evangelho despido do significado total da cruz de Cristo, do sangue vertido como único meio de limpar do pecado, da necessidade do novo nascimento, e do Espírito Santo vivendo em nós, não é de forma alguma o evangelho, e pode apenas conduzir a um formalismo morto (2 Timóteo 3:5; Marcos 7:6-13). As igrejas mortas são muitas vezes motivadas por vários assuntos sociais, éticos ou políticos, para transformar "positivamente" a sociedade.
O evangelho do reino. Os advogados do evangelho do reino não estão dispostos a esperar que Cristo reine na Terra como Rei dos Reis, mas insistem que devemos reinar como reis no reino de Deus agora, aqui na Terra. Reclamando o nosso perdido domínio sôbre a criação – dizem êles – devemos utilizar o poder do Espírito Santo para vencer Satanás e os seus demónios, fazer discípulos e desprezar a fé fraca, que é dominada por aflições como a pobreza e a doença. A prosperidade e os sinais e maravilhas, são características do evangelho do reino, asssim como o são a união ecuménica de toda as igrejas para demonstrar a sua fôrça ao mundo. No entanto, em tal processo de unificação, são abandonados muitos princípios Cristãos.
O evangelho da união de todas as religiões. Um dos evangelhos falsos que está a expandir-se ràpidamente no mundo de hoje, é o evangelho da união de todas as religiões. Baseia-se no conceito do universalismo, isto é, na crença que todas as religiões adoram o mesmo Deus, e podem portanto juntar-se. Os Movimentos Ecuménico e da União das Fés, firmam-se nesta ideia, e estão activamente empenhados no estabelecimento de organizações religiosas globais, para unir a humanidade ao nível espiritual. Êles afirmam, que conseguir uma irmandade mística dos membros de todas as fés, constitui a chave para se obter a reconciliação e paz mundiais. À medida que as religiões do mundo se aproximam cada vez mais umas das outras, torna-se óbvio que uma Cristandade ecuménica tem de fazer concessões auto-destructivas com outras religiões, para obter a união. Muitos teólogos adulteraram já a fé Cristã de tal maneira, que as verdades bíblicas foram distorcidas para além do reconhecimento. Na teologia Africana emergente, as práticas Cristãs são misturadas livremente com a adoração dos antepassados e com a bruxaria. O Budismo, o Induismo e o Islamismo, estão acomodados mundialmente dentro desta falsa irmandade. A Bíblia chama a esta união de todas as religiões no fim dos tempos "Mistério, Grande Babilónia, e mãe das prostitutas e de todas as abominações daTerra" (Apocalipse 17:5). Esta união de todas as religiões é reconhecida e aprovada pelo Anticristo, porque lhe é útil. Torna-se extremamente claro, que o Movimento Interfés das religiões falsas está a preparar o mundo para a vinda do falso Cristo – o Anticristo (2 Tessalonicences 2:3-9). Muitos falsos professores vão negar Cristo como Senhor (2 Pedro 2:1-2) e ajudar a unir o Cristianismo a outras religiões.
Acredito que oEspírito Santo me guiará em toda a verdade, e me dará conhecimento e discernimento para poder distinguir entre a verdade e todas as formas de decepção. Se conhecer a Bíblia, que é verdade, e Jesus Cristo, que é o caminho, a verdade e a vida, estarei protegido contra as subtis decepções do inimigo. Eu tomo a peito as palavras de Jesus quando disse: "Tomai cautela que ninguém vos engane... pois falsos cristos e falsos profetas vão aparecer e fazer grandes sinais e maravilhas, de forma a enganar, se possível, os próprios eleitos" (Mateus 24:4,24). Com o salmista peço: "Dirige os meus passos com a Tua Palavra, e não deixes que qualquer iniquidade tenha domínio sôbre mim" (Salmo 119:133).
1. Indique e discuta três falsos retratos de Jesus.
2. Descreva duas diferenças entre espíritos enganadores e o Espírito Santo.
3. Qual é a forma de decepção, em que se baseia a teologia do reino?
4. Quem vai ser a cabeça final da organização das religiões unidas, cá na Terra?