Os nomes do Senhor Jesus Cristo podem dividir-se em quatro categorias, a saber: O Seu nome pessoal, os Seus nomes como Deus, o Seu nome e títulos oficiais e os Seus nomes descritivos.
O nome Jesus (O Senhor [Yahweh] é Salvação; Hebreu: Yeshua) foi dado pelo próprio Deus a Seu Filho. Um anjo do Senhor apareceu a José num sonho, e disse:
Para obedecer ás normas divinas e ser o Salvador de Israel e do mundo inteiro, Jesus tinha de ser o perfeito Deus-homem. Êle tinha de se tornar homem e nascer numa geração humana (a linhagem real de David) para ser o Filho do Homem. Isso tornar-lh’E – ia possivel substituir o homem e expiar os seus pecados. Por êste motivo, Jesus não podia ser gerado por qualquer homem, de forma a não herdar a natureza depravada do homem caido (“Não hà nenhum que faça o bem, não, nem um só” – Salmo 14:3). O Pai Celestial gerou o Filho por meio da operação do Espírito Santo, de maneira a que, Êle como homem, pudesse tambem ser o Filho do Homem. Foi por isso que nasceu de uma virgem.
Jesus, o exaltado Filho de Deus, estava preparado para se humilhar, ser enviado para a terra por Seu Pai e adoptar a baixa condição de homem. Como Filho do Homem, Êle sujeitou-sE explicitamente à autoridade e vontadde do Pai (Mateus 26:39).
Na Sua capacidade como Deus, Jesus é igual a, e um com o Pai; daí poder Êle dizer: “Eu e Meu Pai somos um” (João 10:30). Aos discípulos Êle disse: “Aquele que Me viu, viu o Pai” (João 14:9). O profeta Isaías deu ao povo de Israel a promessa de que lhes havia de nascer um Filho, que seria tambem Deus, e um com o Pai:
Em João capítulo 5, a igualdade de Jesus e Seu Pai, é confirmada de sete maneiras:
· Igual em obras (verso 19);
· Igual em sabedoria (verso 20);
· Igual em poder vivificante (verso 21);
· Igual em julgamento (verso 22);
· Igual em honra que LHES é devida (verso 23);
· Igual em poder recreador (verso 24); e
· Igual em auto-existência (verso 26).
O apóstolo Paulo compreendeu a extensão total da revelação de Deus Pai através de Deus Filho: “Porque n’Êle próprio reside corpòriamente, a totalidade da Divindade” (Colossenses 2:9).
É importante saber, que Deus Filho co-existiu toda a eternidade com Deus Pai e com Deus Espírito Santo. E isto não é laço que tenha sido estabelecido ao nascer de Jesus como Filho do Homem. “O Seu caminhar tem sido de longa data, de todo o sempre” (Mica 5:2). João afirma que a Palavra que se tornou carne, existiu desde o princípio com Deus, e que o mundo foi criado por Êle.
Paulo acrescenta à revelação divina do Senhor Jesus o seguinte:
Jesus é não só homem mas tambem Senhor (Kurios – Actos 10:36), e Deus (Theos – Romanos 9:5). É importante dirigirmo-nos a Si nestas capacidades, quando se lh’E dirigimos em oração ou falamos d’Êle a outros. Antes da Sua ressurreição, ascensão e derramamento do Espírito Santo, Jesus era chamado apenas de Mestre (Didaskalos, Kathegetes, Rabbi ou Epistates). Apenas alguns dos Seus discípulos compreenderam que Êle era o Messias prometido (Mashiach ou Cristo) e o Filho de Deus (Mateus 16:13-17). À Sua glorificação seguiu-se a revelação total da Sua Divindade. E, depois disto, passou a ser denominado não só como Mestre, mas tambem como Senhor e Deus.
Na sua segunda epístola, Pedro refere-se a “Deus e nosso Salvador Jesus Cristo” (2 Pedro 1:1). Por sua vez João diz que “Jesus Cristo… é o verdadeiro Deus e vida eterna” (1 João 5:20). E Paulo refere-se a Jesus como Senhor (Efésios 1:15).
De facto, nós não deviamos falar àcêrca de Jesus sem ligar o Seu nome pessoal à Sua Divindade (Senhor Jesus) ou ao Seu nome official (Jesus Cristo), ou aínda a ambos os nomes (O Senhor Jesus Cristo).
Tendo em vista a actual extensa negação do nascimento virgem e da Divindade do Senhor Jesus, nós deviamos adorá-l’O e proclamá-l’O sempre como Senhor e Deus. Deviamos tambem abster-nos de falar apenas de Cristo (O Ungido). Não está errado, mas muitas pessoas referem-se com frequência a Cristo e à vida Cristâ, de uma maneira demasiado formal e impessoal, dando a impressão, nêsses casos, que muitas dessas pessoas não O conhecem pessoalmente e portanto não utilizam o seu nome pessoal.
Devemos lembrar-nos, de que não existe qualquer outro nome sob os céus, dado entre os homens, por meio do qual devamos ser salvos, além do nome de Jesus (Actos 4:12). Apelemos para o nome de Jesus, reconhecendo sempre a sua posição de Cristo e Senhor:
Comparados com os discípulos, nós temos a vantagem de uma revelação mais completa do Senhor Jesus. Êles maravilhavam-se com o Seu poder e autoridade, mas não O conheciam em toda a Sua totalidade. No mar, exclamaram: “Que espécie de homem é êste, que até o vento e as ondas lh’E obedecem?” (Marcos 4:41).
O Espírito Santo dá aos crentes, um mais profundo conhecimento da riqueza insondável, da grandeza, omnipotência e graça do seu Salvador, “para que possam ser capazes de compreender, juntamente com todos os santos, qual a largura, comprimento, profundidade e altura do amor de Cristo, que ultrapassa todo o entendimento, para que possam ser cheios com toda a totalidade de Deus” (Efésios 3:18-19). Nós não temos de viver na ignorância dos maravilhosos atributos e amor de Deus.
O Senhor Jesus é tambem O Ungido (em hebreu Mashiach, em grego Cristos, em inglês Messias ou Cristo). De acôrdo com uma profecia messiânica em Isaías, Êle tinha de ser ungido para a Sua missão especial no mundo:
Cristo é um título oficial inclusivo, que representa sete títulos ou capacidades oficiais, para os quais Êle foi ungido e enviado para o mundo.