Os sete ofícios para os quais Cristo, foi ungido, e os títulos com êles associados, são os seguintes:
A razão mais importante porque Jesus Cristo foi ungido e enviado ao mundo, foi redimir dos seus pecados a humanidade caída. Para poder fazer isso, Êle tinha de aparecer na semelhança do homem, para que pudesse oferecer-Se como sacrifício pelos nossos pecados, vertendo o Seu sangue e morrendo fisicamente na cruz. Êle tinha de se transformar no Cordeiro de Deus, do sacrifício:
A lei espiritual que diz que “sem o derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9:22 e Levítico 17:11), foi ditada a Israel 1 500 anos antes da vinda do Messias. Dantes, milhares de animais de sacrifício haviam sido mortos, de acôrdo com as leis do Velho Testamento, de forma a que os sacerdotes levíticos pudessem propiciar pelos pecados do povo.
Todos êstes sacrifícios eram apenas indícios, que apontavam para a morte do Cordeiro de Deus, quando o tempo próprio chegasse. Foi João Batista que anunciou a vinda do Cordeiro: “Olhai, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (João 1:29).
Jesus fez o sacrifício final, pelo qual pôs têrmo a todos os repetidos e incompletos sacrifícios do Velho Testamento:
Isaías preparou o povo de Israel, muito antes do acontecimento, para o grande sacrifício do Messias como sumo Cordeiro de Deus:
Leitor, reconheces devidamente a expiação de pecados que o Cordeiro fez, através do derramamento do Seu sangue e da oferta da Sua vida na cruz? Aceitáste êsse sacrifício com fé, e foi a tua vida totalmente mudada? Pensa bem no profundo significado que êste sacrifício devia ter para ti.
Ao instituir-se a Santa Comunhão, os símbolos do pão e do vinho significavam solene lembrança do corpo quebrado e do sangue vertido pelo Cordeiro (Lucas 22:19-20). A pergunta que se pôe é se nós hoje reconhecemos profundamente o Senhor Jesus, no que se refere ao grande sacrifício que Êle fez por nós. Sem o reconhecimento do significado do Seu sangue, nenhum conceito de Cristo é completo:
A nossa salvação e renascimento, baseiam-se no sangue:
· Nós somos justificados pelo Seu sangue, e salvos da ira através d’Êle (Romanos 5:9).
· N’Êle temos redenção através do Seu sangue, o perdão dos pecados, de acôrdo com a riqueza da Sua graça (Efésios 1:7).
· Nós somos redimidos com o precioso sangue de Cristo, como de cordeiro sem defeito ou mancha (1 Pedro 1:18-19).
· Jesus Cristo lavou-nos dos nossos pecados no Seu próprio sangue (Apocalipse 1:5).
· Nós estamos incluidos num Novo Testamento, pelo sangue de Cristo (1 Coríntios 11:25).
A nossa lavagem contínua, é tambem baseada no sangue:
· Se caminharmos na luz, como Êle está na luz, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus Cristo lava-nos de todo o pecado (1 João 1:7).
· O sangue de Cristo purga as nossas consciências de obras mortas, para servirmos o Deus vivo (Hebreus 9:14).
· Quando Jesus se deu a Si próprio, como sacrifício pelos pecados, Êle aperfeiçoou para sempre aqueles que são santificados (Hebreus 10:12-14).
· Um bocadinho de fermento fermenta toda a massa. Purgai-vos portanto do velho fermento, para que sejais uma nova massa, e não estejais fermentados. Porque Cristo, o nosso Cordeiro da Páscoa, sacrificou-se por nós (1 Coríntios 5:6-7).
O sangue é tambem uma arma poderosa, na batalha espiritual contra o inimigo das nossa almas:
· Os mártires da grande tribulação, vencerão Satanás e o Anticristo com o sangue do Cordeiro, com a palavra do seu testemunho e por não amarem as suas vidas até à morte (Apocalipse 12:11). Tambem para nós, há poder no Sangue do Cordeiro.
É evidente que a posição do Senhor Jesus como Cordeiro de Deus, que deu a vida por um mundo a morrer, constitui a base de todos os seus ofícios. Com o facto de ter pago o restage pelos nossos pecados, Êle confirmou as promessas do Seu ministério profético de salvar e guiar o seu povo, e de finalmente reinar tambem com êle. Essa posição torna-lh’E possivel servir como Sumo Sacerdote, Mediador entre Deus e o homem, Pastor, Cabeça da Sua igreja redimida, e Rei sôbre a Sua herança. Âssim, Êle pode ser tambem o Juiz dos Seus próprios servos, por si nomeados, e no dia do julgamento Êle julgará todas as pessoas que rejeitarem o Seu trabalho expiatório na cruz.
No livro do Apocalipse, é o Cordeiro que é mencionado 26 vezes como Aquele que vai julgar o mundo na grande tribulação, por o mundo estar em rebelião contra Si. Os reis e seus súbditos fugirão para as montanhas, escondendo-se nas cavernas, e dirão às montanhas e às rochas: “Caí sôbre nós, e escondei-nos da face d’Aquele que está no trôno e da ira do Cordeiro: Porque o grande dia da Sua ira é chegado e quem poderá enfrentá-l’O?” (Apocalipse 6:16-17).
Por outro lado, haverá aqueles que foram fiéis ao Cordeiro, e que exclamarão com gratidão:
Muitas pessoas colocam a sua fé num evangelho popular, que não se baseia no sangue redentor do Cordeiro. Possuem vários substitutos ou falsas fundações, como uma teologia do contrato baseada na regeneração batismal (salvação pelo batismo), moralização (viver uma vida boa) ou uma santidade pelas obras (obter a salvação por boas obras). Devemos abster-nos de toda e qualquer forma de auto-santidade, e sim honrarmos o Cordeiro pela obra sem preço que Êle levou a cabo na cruz para o perdão dos nossos pecados e pelo poder de contínua lavagem e santificação de Seu sangue.
Um profeta é aquele que anuncia ou proclama a palavra de Deus às pessoas, um prègador. Jesus Cristo teve um forte ministério profético. Entre os Seus mais conhecidos sermôes contam-se o sermão na montanha, as parábolas, e o Seu discurso profético. Muitas das grandes verdades sôbre o plano de Deus para a salvação, foram proclamadas durante os Seus milagres, às refeições, em sessões de instrução aos Seus discípulos e em resposta a perguntas que lh’E eram dirigidas. Êle revelava verdades até então desconhecidas:
Uma regra do Velho Testamento para os profetas, era que êles tinham de ser mensageiros de confiança, que deviam falar ao povo apenas as palavras de Deus. Nada devia ser alterado, acrescentado ou retirado da mensagem, de forma a que não se tornasse distorcida ou incompleta. Esta é a razão porque as profecias bíblicas são 100% as precisas e verdadeiras palavras de Deus. Os falsos profetas eram apedrejados e as suas profecias rejeitadas:
Na Sua capacidade de Profeta, Jesus apenas proferiu palavras que lh’E eram dadas pelo Pai:
No Velho Testamento, o Sumo Sacerdote era o mediador que mediava entre o povo e Deus. Uma vez por ano, no Dia da Reconciliação, êle entrava no Santo dos Santos para fazer expiação pelos pecados da nação. Nenhum outro sacerdote tinha autorização para entrar naquela área, onde se encontrava a Arca do Contrato.
Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote e Mediador do Novo Testamento (Hebreus 8:1-6 e 9:15). Para ocupar esta posição, Êle tinha de se identificar com a humanidade, tornando-se Êle próprio homem, preparando-Se para ser tentado, de maneira a poder ter compaixão pelos tentados:
Jesus não ocupou um sacerdócio Levítico, visto que os levitas eram homens mortais que sucediam uns aos outros. Êles eram tambem homens pecadores, que tinham de oferecer primeiro sacrifícios pelos seus pròprios pecados, e depois pelos pecados da nação. Jesus tem um sacerdócio perfeito e eterno:
Conheceis êste Mediador, Advogado e Sumo Sacerdote, que pode compreender as nossa enfermidades, tendo já propiciado pelos nossos pecados, e que vive apenas para interceder por nós? Compreendeis a responsabilidade que tendes de seguir os Seus passos, de viver uma vida santa e consagrada a Deus e de interceder pelos outros junto do trono da graça? Compreendeis que podeis entrar no Santo Tabernáculo pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que Êle abriu para nós pelo Seu sangue, através do véu, até ao assento da graça? (Hebreus 10:19-22). Visitais êsse lugar com regularidade?
“Nós somos um sacerdócio real, chamados a proclamar os louvores d’Aquêle que nos chamou da escuridão para a Sua luz maravilhosa!” (1 Pedro 1:9). Um sacerdote tem de falar ao povo, por Deus, (prègar) e tambem interceder junto do trono da graça pelo povo (orar). Tem de viver uma vida santa e ter muito cuidado para não pecar e ofender e afastar o Espírito Santo da sua vida. Se tiver pecado, sabe onde encontrar graça, devendo procurá-la imediatamente:
Como Pastor do Seu rebanho, Cristo está totalmente dedicado ao seu bem-estar, visto tê-lo redimido por elevadíssimo preco:
Devemos compreender que, se Êle sacrificou a Sua vida pelas ovelhas, Êle providenciará tambem e satisfará todas as suas necessidades. E isso inclui a proteção contra o seu arqui-inimigo, o diabo, que é um ladrão e um assassino:
O pastor guia as suas ovelhas mostrando-lhes o caminho e elas seguem-o (João 10:4). É no seu próprio interesse que sigam o Pastor, que obedeçam à Sua voz e se mantenham perto d’Êle. Se seguirem o seu próprio caminho, e se perderem, o diabo atacá-los-á, e os desgarrará (João 10:12). Desta posição de rebeldia, há apenas um caminho a tomar, que é o caminho de volta ao Pastor, que é capaz de restaurar completamente as ovelhas feridas e perdidas:
O Pastor mantem-se fiel e cumprirá sempre as suas obrigações para com o rebanho:
Devemos lembrar-nos, que vivemos num mundo máu, que está sob a influência do diabo (1 João 5:19). Muitas vezes, tentações, ataques do inimigo e perigos mortais vêm ao nosso encontro. O Senhor sabe quais as tentações necessárias para experimentar a nossa fé, e permite que isso aconteça. Durante tais tentações devemos render-nos sempre de novo ao “grande Pastor das ovelhas” (Hebreus 13:20).
Não devemos permitir que qualquer azedume penetre nos nossos corações, quando as coisas não correm de acôrdo com os nossos planos. Os caminhos do Senhor são mais elevados que os nossos. Podemos ter a certeza de que Êle fará com que todas as coisas, incluindo as nossas aflições e frustrações, operem juntas para o bem, para aqueles que confiam em Si e fielmente lh’E dedicam as suas vidas (Romanos 8:28).
O Pastor também nos guia nomeando certas pessoas idóneas, para o desempenho de certas funções no cuidado do Seu rebanho:
O pastor, em colaboração com o conselho da igreja, é o pastor da congregação. Êle não só ensina a Palavra de Deus, mas tambem tem deveres pastorais para encorajar e motivar os seus membros, guiá-los em todas as decisões importantes, aconselhar os que se encontram em situações difíceis, orar pelos doentes, admoestar os passivos, os teimosos e os desviados e avisá-los contra perigos espirituais:
A posição de Jesus como cabeça da Igreja, foi um mistério que apenas foi revelado depois do estabelecimento da Igreja. O liame entre Êle e a Igreja assemelha-se a uma relação matrimonial:
Em Efésios 5:25-27, afirma-se claramente que Cristo ofereceu-Se a Si Próprio, para santifcar e limpar a Igreja, para que ela fôsse sã e sem mácula. Êle é a nossa cabeça e o nosso Noivo, e nós devemos caminhar em santidade, com o nosso vestuário sem mácula ou ruga. Devemos ser dignos de aprovação no dia em que aparecermos perante Êle. E Êle é o único que nos pode fazer dignos, embóra seja necessário darmos—lh’E a nossa boa vontade e total cooperação.
O conceito de santidade significa tambem, ser escolhidos para o serviço do Senhor. Nêste contexto, somos vistos como membros do Corpo de Cristo. Todos nós desempenhamos funções diferentes, mas complementares na realização da missâo e trabalho da Igreja de Cristo na terra:
Levai a cabo o vosso trabalho e vocação, apenas no poder e sob a orientação do Espírito Santo. “Pois somos todos batizados num mesmo corpo por um único Espírito” (1 Coríntios 12:13). Devemos também compreender, que a autoridade, no nosso chamamento espiritual, reside em Cristo, que é a Cabeça. N’Êle estamos numa posição de vitória:
Porque o Senhor Jesus tem todo o poder no céu e na terra, tambem ocupa a posição de Rei. No âmbito da Sua vontade permissiva, no sistema presente, as nações podem rebelar-se contra a Sua autoridade, o que certamente fazem. Deus permite estas acções, porque deu ao homem livre arbítrio para escolher entre o bem e o mal. Na prática, a escolha errada predomina, devido a que a maior parte das pessoas prefere a escuridão à luz, porque as suas obras são más (João 3:19). O deus dêste mundo, o (diabo), cegou as suas mentes (2 Coríntios 4:4) e enganou-as levando-as a seguir o caminho da escuridão. Consequentemente, “o mundo inteiro está envolto na maldade” (1 João 5:19).
Como Cristãos, nós estamos a viver num mundo máu, que nos odeia, oprime e rejeita, por causa da nossa fé (João 15:18-19; 16:33; e Lucas 6:22-23 e 26). Nós somos estrangeiros e peregrinos, num mundo que rejeita a Deus (Hebreus 11:13; 1 Pedro 2:11) e somos chamados a brilhar como luzes, no meio de uma geração perversa e má.
Somos súbditos de um reino que não é dêste mundo. O Senhor Jesus é o nosso Rei, e por isso temos a Sua paz nos nossos corações. Mas cá na terra, as nossas vidas são marcadas por conflito, contra as fôrças contrárias e hostis da escuridão (Mateus 10:34). Satanás e o seu reino estão a alvejar activamente os Cristãos, esforçando-se por causar dano ao Reino dos Céus.
No entanto, a situação mudará dramàticamente, quando Jesus vier revelar o Seu reino na terra e governar como Rei:
Do ponto de vista da Sua posição como Rei, a quando da segunda vinda de Cristo, vão registar-se três acontecimentos muito importantes:
Destruição dos inimigos de Deus durante a batalha de Armagedon
A restauração do trono de David em Jerusalem
Estabelecimento do reino milenário na terra
Para sermos julgados dignos de reinar com Jesus Cristo durante o milénio, temos que o aceitar e servir agora, como Cordeiro de Deus. Temos de mostrar ao mundo, que servimos um Rei que na verdade pode mudar as vidas dos que se lh’E dirigem para serem salvos.
A nossa cidadania é no Céu, de onde esperamos a próxima vinda de Jesus Cristo como Rei dos Reis. Êle destruirá o poder das principalidades e regentes da escuridão do mundo presente, e estabelecerá o Seu reino milenário sôbre a terra. O sol da retidão nascerá sôbre um mundo cheio de problemas e desfará completamente todos os vestígios de escuridão e iniquidade.
A posição do Senhor Jesus como Juiz, está relacionada em primeiro lugar com a Sua Igreja. Embóra Cristo venha a julgar as nações e todos os pecadores perdidos, de todos os tempos, o Seu julgamento começará entre os crentes:
Os Cristãos não serão julgados no mesmo sentido em que os pecadores serão julgados, ao comparecerem perante o grande trono branco, no dia do julgamento final. Os crentes comparecerão apenas perante o tribunal do julgamento de Cristo, (o bema), onde as suas obras serão julgadas e recompensas dadas aos fiéis, que serviram o Senhor através do poder do Espírito Santo:
Um cristão não é salvo pelas suas obras, mas por graça através da fé (Efésios 2:8). Mas, depois de salvos, o Senhor necessita de nós e usa-nos na extensão do Seu reino sôbre a terra. Êle não só nos chama, como tambem nos comanda que façamos êste trabalho de dedicação, dando-nos tambem o poder do Espírito Santo para sermos Suas testemunhas (Actos 1:8).
É dêste aspecto das nossas vidas, que temos de dar contas. Aqueles sem obras apropriadas (o fruto do Espírito Santo), vão aparecer perante o Senhor de mãos vasias, salvos como pelo fôgo (1 Coríntios 3:15). Êles esconderam os seus talentos e não os usaram e as suas desculpas não serão agora aceites pelo Juiz. Se não tiveram a coragem de trabalhar para o Senhor, deviam ter ajudado financeiramente e de outras maneiras, aqueles que estavam prontos a levar o Evangelho da Salvação a um mundo morto (Lucas 19:23).
As seguintes corõas são prometidas aos crentes fiéis:
· A corõa incorruptível, por uma vida santa (1 Coríntios 9:25-27).
· A corõa de júbilo, para os ganhadores de almas (1 Tessalonicences 2:19).
· A corõa da glória, para os pastores fiéis (1 Pedro 5:2-4).
· A corõa da vida, para os cristãos mártires (Apocalipse 2:10).
· A corõa da justiça, para os que amaram a vinda de Cristo (2 Timóteo 4:8).
Nós temos os seguintes claros mandamentos, dados por Jesus Cristo à sua Igreja:
Há tambem outras alturas em que Cristo será juiz. Depois do Seu segundo advento. Êle julgará as nações:
Depois do milénio, o Senhor Jesus julgará todos os pecadores não salvos:
Nenhum ser humano poderá deixar de vergar o joelho perante Jesus: Êle é ou o salvador da sua alma ou o juiz.